O Gemba refere-se, de forma comum, ao local
onde se passa a acção. No caso do Kaizen fabril
refere-se ao local onde podem ocorrer os problemas
ou onde existe a possibilidade de melhoria.
Gemba: A minha primeira experiência
Vivi uma experiência engraçada quando tomei pela primeira vez conhecimento desta palavra (e mais do que da palavra, da ideia). No meio de um brainstorming onde eram tratados temas para implementação de um progama de melhoria contínua no abastecimento de matéria prima no sector produtivo, o moderador, um homem há muitos anos ligado às lides do Lean, às páginas tantas, perguntou se algum dos presentes sabia quantas pessoas se movimentavam dentro da fábrica naquele preciso momento. Olhámo-nos uns aos outros e bastou isso para nos apercebermos da importância do Gemba, ou seja, da necessidade de estarmos no local onde os problemas ocorrem para que os possamos ver e resolver, ou, simplesmente poder melhorar qualquer que seja o processo.
Lembro-me que antes de irmos ao chão-de-fábrica fomos para um ponto mais elevado para termos uma percepção global do palco de operações. E o que vimos foi... movimento. Muitas pessoas a circular de um ponto para outro aparentemente a tratar de problemas, a transportar materias ou a fazer outra coisa qualquer. Apercebemo-nos de imediato que algo ia mal.
Poderá já não interessar o que é que ia mal naquela altura mas esta tomada de consciência, que resultou do simples facto de nos deslocarmos ao Gemba, iluminou-nos também o caminho a seguir. De certa forma indicou-nos a própria solução. O espaço é tempo. Tempo é dinheiro. Muitas pessoas a circular significam muito dinheiro deperdiçado.
A título de curiosidade, embora muitas acções de melhoria tenham sido levadas a cabo depois dessa primera intervenção, a partir daquele momento as pessoas passaram a usar fardamento colorido que identificava o tipo de trabalho que executavam. Conseguem ver qual a relevância disso?
onde se passa a acção. No caso do Kaizen fabril
refere-se ao local onde podem ocorrer os problemas
ou onde existe a possibilidade de melhoria.
Lembro-me que antes de irmos ao chão-de-fábrica fomos para um ponto mais elevado para termos uma percepção global do palco de operações. E o que vimos foi... movimento. Muitas pessoas a circular de um ponto para outro apare
Poderá já não interessar o que é que ia mal naquela altura mas esta tomada de consciência, que resultou do simples facto de nos deslocarmos ao Gemba, iluminou-nos também o caminho a seguir. De certa forma indicou-nos a própria solução. O espaço é tempo. Tempo é dinheiro. Muitas pessoas a circular significam muito dinheiro deperdiçado.
A título de curiosidade, embora muitas acções de melhoria tenham sido levadas a cabo depois dessa primera intervenção, a partir daquele momento as pessoas passaram a usar fardamento colorido que identificava o tipo de trabalho que executavam. Conseguem ver qual a relevância disso?